Bruno Reis Diz Que Negativa De Busca Contra ACM Neto Mostra Ausência De Indícios E Critica Operação

Por Záfya Tomaz

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), criticou nesta quinta-feira (17) a nova fase da Operação Overclean e saiu em defesa do ex-prefeito ACM Neto, também do União Brasil. A declaração ocorreu após a informação de que a Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para realizar uma busca e apreensão relacionada ao ex-prefeito, mas teve o pedido negado pelo ministro Kássio Nunes Marques.

Para Bruno Reis, a negativa do ministro demonstra que não havia indícios suficientes para justificar a medida contra ACM Neto.

“Virou moda pedir busca e apreensão, mas quando ela é negada, que foi o caso específico em relação a ACM Neto, é porque nem sequer havia indícios. Então comprova que não há qualquer ilegalidade cometida por ACM Neto”, afirmou.

O prefeito também questionou o momento da operação. Segundo Bruno, a investigação já ocorre há cerca de dois anos, mas a nova fase foi deflagrada às vésperas das eleições de 2026.

“Acabou agora tudo virando, infelizmente, a polícia fazendo política, Justiça fazendo política. Essa operação tem dois anos, gente. Aí chega na véspera da eleição, é que acontece”, declarou.

Na avaliação do prefeito, o contexto eleitoral deve ser considerado na análise da operação.

“Então o cidadão sabe que o que está por trás disso, no final do dia, é a política”, completou.

A décima fase da Operação Overclean investiga suspeitas de irregularidades em contratos públicos na área da educação em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Federal, os contratos investigados, firmados entre 2024 e 2025, envolvem valores de até R$ 80 milhões.

O pedido de busca contra ACM Neto foi negado pelo ministro Kássio Nunes Marques, do STF. A decisão, no entanto, não encerra a investigação sobre os fatos apurados pela Polícia Federal.

A assessoria de ACM Neto ainda não se manifestou sobre o caso.

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