O preço da cesta básica em Salvador registrou queda de 1,56% em junho de 2026 na comparação com o mês anterior, passando a custar R$ 696,22. Apesar da redução mensal, o valor ainda acumula alta de 14,61% no ano e de 11,60% nos últimos 12 meses.
A pesquisa é realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em junho, o custo da cesta básica aumentou em 17 das 27 capitais brasileiras pesquisadas, enquanto Salvador esteve entre as dez cidades que registraram queda.
Entre as capitais avaliadas, Salvador apresentou a 22ª cesta básica mais cara do país. O valor registrado na capital baiana ficou abaixo da média das cidades com os maiores custos, como São Paulo, Cuiabá e Rio de Janeiro.
Dos 12 produtos que compõem a cesta básica, oito apresentaram redução de preços entre maio e junho. As principais quedas foram registradas no tomate (-8,64%), manteiga (-3,17%), arroz agulhinha (-3,08%), óleo de soja (-2,71%), açúcar cristal (-2,23%) e café em pó (-2,05%).
Já entre os itens que ficaram mais caros, o feijão carioca liderou a alta, com aumento de 10,36%. Também registraram elevação a farinha de mandioca (1,45%), o leite integral (0,27%) e o pão francês (0,18%).
O levantamento aponta ainda que um trabalhador de Salvador remunerado com o salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 94 horas e 29 minutos para adquirir a cesta básica em junho. No mês anterior, eram necessárias 95 horas e 59 minutos de trabalho para comprar os mesmos produtos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência Social, a compra da cesta básica comprometeu 46,43% da renda mensal do trabalhador soteropolitano. Em maio, esse percentual era de 47,17%, enquanto em junho de 2025 correspondia a 44,43% da renda líquida.




























