VINHETA CRIANÇAS SABIDAS🎶
SUBVINHETA: Eleições Gerais 2026
SOBE SOM🎶
SUBVINHETA: Episódio extra – A urna eletrônica
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MADU: Oi pessoal. Voltamos mais cedo do que a gente mesmo esperava. A gente ia terminar a série sobre as Eleições de 2026 com três episódios.
CAETANO: Muitos amiguinhos e amiguinhas mandaram perguntas e a Ana Marusia Lima, do Projeto Plenarinho, da Câmara dos Deputados, respondeu tudo. Mas a Helena nos lembrou de uma coisa muito importante.
HELENA: Não dá pra falar em eleições sem falar das urnas eletrônicas.
AKEMI: Pois é… a gente já ia deixar passar uma coisa importante dessas… Mas vamos nos apresentar primeiro, né? Eu sou Akemi Nitahara, jornalista da Empresa Brasil de Comunicação.
MADU: Eu sou Maria Eduarda Arcoverde, a perguntadeira do Podcast.
CAETANO: Eu sou Caetano Farias, o explicador.
HELENA: E eu sou a Helena de Paula, vim participar como LEMBRADEIRA do Crianças Sabidas.
AKEMI: Bem-vinda, Helena. Muito importante mesmo isso que você nos lembrou.
MADU: Obrigada, Helena. Então, quando as urnas do Brasil começaram a ser eletrônicas?
CAETANO: Não são eletrônicas desde sempre? Desde que eu me lembro, já eram eletrônicas.
HELENA: Isso eu nem lembro, mas como funciona uma urna que não é eletrônica?
AKEMI: Esses nativos digitais… já nasceram com celular, computador e internet pra brincar, se comunicar, se divertir e estudar. E urna eletrônica pra votar. Bom, lembrando bem aqui, na verdade, a primeira vez que eu pude votar, em 1998, já foi na urna eletrônica também.
HELENA: Nossa, então essa tal urna eletrônica é bem antiga, hein?
AKEMI: Ééeééé… me chamou de velha, mas tudo bem. Na verdade, as ideias de automatização das eleições já têm quase 90 anos! A Justiça Eleitoral foi criada no Brasil em 1932 e o primeiro Código Eleitoral já falava sobre uma máquina de votar. O primeiro modelo foi apresentado em 1937 e o segundo tipo em 1952. Mas nunca chegaram a ser usados.
MADU: Aliás, que tal começar a explicar do começo? Primeiro, o que é uma urna?
EFEITO SONORO EXPLICAÇÃO
CAETANO: Uma urna é um tipo de pote ou vaso grande para guardar coisas muito bem guardadas. Os sentidos mais comuns são URNA FUNERÁRIA, que antigamente eram feitas de cerâmica, para guardar cinzas das pessoas mortas que são cremadas. E a URNA ELEITORAL, que pode ser de madeira ou de lona, com uma abertura em cima, bem pequena e comprida que dá pra passar só um papelzinho dobrado. Esse papelzinho é chamado de cédula, onde os eleitores marcam os votos.
MADU: Outro ponto importante aqui. O que quer dizer eletrônica?
EFEITO SONORO EXPLICAÇÃO
AKEMI: Vamos ver a definição de um dicionário eletrônico, ou melhor, on-line, o Michaelis:
CAETANO: Eletrônica é o estudo das propriedades e usos de dispositivos que dependem do movimento de elétrons em semicondutores, no vácuo e nos gases.
MADU: Ihhh, não entendi nada… ainda não estudei essas coisas na escola. Mas parece muito difícil.
AKEMI: É, tá complicado mesmo… vamos pedir um auxílio nerd? A Naomi é técnica em informática e física e explicou pra gente.
NAOMI: Eletrônica costuma se referir à área que estuda e desenvolve aparelhos que utilizam eletricidade, seja com uma pilha, bateria ou conectado na tomada. Podemos dizer que um computador, um celular ou uma televisão são equipamentos eletrônicos porque eles precisam de eletricidade para funcionar. Aparelhos eletrônicos possuem vários componentes que usam sinais para se comunicar, é tipo a língua da eletricidade. Esses sinais são divididos entre analógicos ou digitais. Os sinais analógicos são como uma luz que fica mais forte ou mais fraca de forma contínua, como se você estivesse aumentando ou diminuindo o volume do seu celular. Enquanto o sinal digital trabalha enviando informação com zeros ou uns, como se fosse uma lanterna desligando e ligando. Quando dizemos que a urna é eletrônica, é porque ela usa sinais de eletricidade para registrar o seu voto e de todas as outras pessoas, agilizando a contagem dos votos no Brasil inteiro.
MADU: Ah, entendi! Então, na verdade, além de eletrônica, a urna também é digital, né? Porque ela é tipo um computador e funciona com sinal digital.
AKEMI: Isso mesmo, Madu!
EFEITO SONORO EXPLICAÇÃO
CAETANO: A urna eletrônica funciona sem nenhuma conexão com a internet, wi-fi, bluetooth ou antenas. As informações sobre os votos que os eleitores e eleitoras digitam ficam guardadas em um cartão de memória criptografado. Ou seja, protegido por códigos de acesso que só a justiça eleitoral conhece.
HELENA: Obrigada pela explicação Caetano. Mas a gente não vai ter um especialista pra ajudar hoje não?
AKEMI: Ah é! Bem lembrado, Helena. O especialista de hoje é mais do que um super especialista no tema. Ele é nada menos do que o Secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE. É o Julio Valente.
MADU: UAU!!!! Com certeza é a pessoa certa pra explicar tudo sobre a urna eletrônica.
AKEMI: Não é? Vamos fazer em formato de entrevista. Vocês fazem as perguntas e ele responde, tá bem? E o Caetano explica, se precisar.
HELENA: Vou começar, tá? Lembrando que as primeiras ideias sobre uma máquina de votar são de 1937, quando a urna eletrônica atual começou a ser desenvolvida?
JULIO: Os primeiros experimentos da Justiça Eleitoral naquilo que depois virou a nossa urna eletrônica, começaram no início de 1994. Houve alguns experimentos em alguns Tribunais Regionais Eleitorais, notadamente de Mato Grosso e o de Santa Catarina, que levaram a uma percepção na Justiça Eleitoral da necessidade de se informatizar o voto. Essa percepção, ela ficou clara a partir de uma declaração do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Sepúlveda Pertence, que seria necessário acabar com as fraudes nas eleições e para isso seria necessário informatizar o voto. Logo depois disso, em 1995, o TSE instituiu uma comissão de reforma da legislação eleitoral e nessa comissão havia uma subcomissão de informática, composta por representantes do INPE, né, do Instituto de Pesquisas Espaciais, do Ministério da Ciência e Tecnologia, do Ministério das Comunicações, das Forças Armadas. E essa subcomissão de informática começou a tratar com mais vigor da informatização do processo eletrônico a partir dessas experiências anteriores do TRE Mato Grosso e do TRE Santa Catarina. E em 1996, nós já tivemos a nossa primeira urna eletrônica já plenamente utilizável nos municípios com mais de 200 mil eleitores.
MADU: Quem inventou a nossa urna eletrônica?
JULIO: Eu não diria que houve um inventor da urna eletrônica. O que ocorreu foi que diversas instituições se reuniram com o objetivo de informatizar o voto eletrônico. Algumas dessas instituições são o Instituto de Pesquisas Espaciais, o INPE, o Ministério da Ciência e Tecnologia, os ministérios da Aeronáutica, da Marinha, do Exército, Ministério de Comunicações, além de que tivemos também a participação de pesquisadores de universidades, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, além da própria Justiça Eleitoral, que também foi representada. Então, todas essas instituições, elas se uniram no sentido de criar o primeiro protótipo, que foi finalizado em 1995, e em 1996, nós já tivemos as primeiras eleições com urnas eletrônicas.
MADU: Como eram as eleições antes da urna eletrônica?
JULIO: É preciso que a gente lembre que, antes das urnas eletrônicas no Brasil, havia casos muito bem comprovados de fraudes, em todos os momentos em que havia manipulação do papel. Lembrando que o voto era dado em cédulas de papel. E havia formas muito bem estabelecidas, conhecidas, comprovadas de como fraudar a eleição baseada em papel. O que a urna eletrônica fez foi retirar essas etapas de manipulação do papel, e informatizar essas etapas. Com isso a gente conseguiu excluir do processo, todas as fraudes que ocorriam antes, na coleta dos votos. E aí há vários tipos de fraudes comprovadas, como a urna emprenhada, o voto carrossel, o voto formiguinha. São expressões que se usavam no país para detalhar como eram as diversas fraudes, né?
EFEITO SONORO EXPLICAÇÃO
CAETANO: A urna emprenhada, ou “urna grávida”, era quando a urna já chegava na seção de votação com votos dentro. No voto formiguinha ou carrossel, o eleitor levava uma cédula preenchida pro local de votação e trocava com a cédula em branco que recebia dos mesários. Tinha também a marcação das cédulas que tinham voto em branco na hora da apuração.
HELENA: Com a urna eletrônica, essas fraudes nas eleições acabaram?
JULIO: As urnas eletrônicas, elas conseguiram acabar com as fraudes, tanto no processo de coleta de votos, que é o momento em que o eleitor deposita na urna o seu desejo, né, a sua escolha de candidato, quanto no momento da apuração dos votos. Essa apuração era feita, antes da urna eletrônica, em uma contagem, em que se virava as urnas de lona sobre uma mesa, e todos os papeizinhos ficavam ali misturados, e eram, um por um, contabilizados, abertos, num processo muito propenso a erros, e propenso a fraudes também. Então, isso também foi informatizado. Hoje a urna eletrônica brasileira, ela serve não somente para receber os votos, coletar os votos, mas também para fazer uma primeira apuração na seção eleitoral. A urna eletrônica, ela já imprime os resultados daquela seção eleitoral. E isso também permitiu que nós retirássemos qualquer chance de fraude no processo de transmissão e totalização. Por quê? Esses resultados, uma vez impressos pela urna eletrônica, eles já são publicizados. De forma que todo o processo que vem depois, o processo de transmissão e totalização, pode ser rastreado. A gente consegue rastrear os resultados de cada uma das urnas eletrônicas do país, e garantir que eles não foram alterados nem no processo de transmissão, nem no processo de totalização.
MADU: O que garante que uma urna eletrônica é confiável? Que os votos das pessoas não vão ser modificados nem vão aparecer mais votos do que pessoas que votaram?
JULIO: A urna eletrônica brasileira, ela faz parte de um processo eleitoral que é composto não só pela urna, mas também por todo um substrato legal e normativo, por procedimentos, por técnicas de operação, por mecanismos de auditoria. A urna não funciona sozinha e esse é um dos motivos pelos quais ela não é aplicada em outros países. Então, tem que ter todo um arcabouço normativo, precisa ter os procedimentos instalados, precisa ter os sistemas que orbitam a urna eletrônica, alimentando a urna eletrônica de dados ou também tratando os dados que são gerados pela urna eletrônica. De forma que a gente pode dizer que a urna eletrônica ela é confiável porque tem inúmeras barreiras de segurança.
HELENA: Como funcionam essas barreiras?
JULIO: Essas barreiras de segurança, elas evitam que um eventual atacante tenha acesso a quem uma pessoa específica votou, ou seja, quebre o sigilo do voto, ou que esse eventual atacante, ele, por exemplo, troque um voto de um candidato para outro. Então são várias as camadas da urna eletrônica que garantem a segurança, que tornam ela confiável e auditável, isso é importante, ela não é só confiável, ela é confiável, mas ela também é plenamente auditável.
EFEITO SONORO EXPLICAÇÃO
CAETANO: Auditável vem de auditoria e significa algo que pode ser fiscalizado, examinado e analisado em todos os processos ou registros. No caso da urna eletrônica, dá para conferir todos os passos, desde a conferência se a urna chegou sem votos na seção eleitoral, a votação e a totalização com a soma de todos os votos do país. Isso sem identificar quem votou em quem, já que o voto é secreto, ninguém pode saber como você votou.
AKEMI: Antes de começar a votação, a pessoa responsável por cada seção imprime, na própria urna, um documento que chama zerésima. É ele que mostra que a urna não tem nenhum voto registrado. E depois que termina a votação, imprime o Boletim de Urna, que mostra quantos votos cada candidato recebeu naquela urna.
JULIO: E a urna eletrônica, ela tem, por exemplo, para garantir que uma pessoa não pode votar no lugar da outra ou que não possa aparecer mais votos do que pessoas, a gente garante que somente o próprio eleitor é quem libera a urna eletrônica. O eleitor quando ele chega para votar no dia da eleição, na sua seção eleitoral, ele leva um documento com foto ou o seu e-título, mas é a biometria do eleitor e a gente já tem quase 90% dos eleitores brasileiros biometrizados, é a biometria do eleitor que libera a urna eletrônica. Isso é importante. Não é o mesário que libera a urna eletrônica, é a biometria do eleitor. Então assim a gente garante que não vai ter pessoas votando no lugar de outras. A gente também garante que os votos, eles não vão ser modificados e que não vão aparecer mais votos do que pessoas votantes, porque a urna eletrônica, ela registra cada voto individualmente e ela permite o acompanhamento e rastreabilidade de cada um desses votos. E com isso a gente garante que o desejo dos eleitores foi devidamente respeitado.
MADU: E essas barreiras de segurança estão funcionando?
JULIO: A urna eletrônica brasileira, é importante que se diga, ela faz parte de um processo, de um projeto que esse ano completa 30 anos. E são 30 anos sem nenhum caso de fraude comprovado no país. Isso é uma vitória para a sociedade brasileira. E de fato, a urna eletrônica brasileira é um patrimônio, tanto no sentido de auditabilidade, quanto no sentido de segurança que trouxe para o processo eleitoral brasileiro.
HELENA: UAU!! 30 anos sem nenhum problema de segurança é muito tempo!
AKEMI: Muito mesmo, Helena. E a prova de que não tem fraude é que nesse tempo todo já foram eleitas pessoas com diferentes tipos de pensamento político. Então, não tem um grupo que manipula os resultados.
MADU: Mas se a urna não é conectada à internet, para evitar as fraudes, como o resultado sai tão rápido?
JULIO: Eu costumo dizer que as eleições brasileiras são, tanto um desafio de tecnologia como também um desafio logístico. Cada Zona Eleitoral e cada Tribunal Regional Eleitoral faz um planejamento logístico de como fazer a transmissão dos resultados das urnas eletrônicas para os centros de processamento de dados. Só que, por óbvio, as urnas eletrônicas não têm nenhum tipo de conexão com a internet, não tem nenhum cabeamento de rede, não tem Bluetooth, não tem Wi-Fi. Quando a votação é finalizada às 17 horas do dia da eleição, sai de cada urna eletrônica uma memória de resultado, mas é como se fosse um pen drive. Esse pen drive, ele é lido em computadores que foram designados para essa transmissão. Normalmente as seções eleitorais, elas são designadas para algum local como uma escola, um ginásio, um departamento público. Esses lugares têm computadores. Então, o que a Justiça Eleitoral faz é utilizar esses computadores para transmitir os resultados bem de pertinho da urna eletrônica, né, e dessa forma a gente garante que mesmo elas não estando conectadas na internet, a gente tenha os resultados muito rapidamente.
HELENA: Tem outros países que usam urnas eletrônicas?
JULIO: Há vários países no mundo que usam suas soluções específicas de informatização dos seus processos eleitorais. Há países que informatizam a coleta do voto, há países que informatizam a apuração do voto, há países que informatizam o registro eleitoral, que é o cadastro dos eleitores e a totalização dos resultados. Mas uma coisa é importante. Cada país usa essas diversas formas de informatização e as suas respectivas urnas eletrônicas, com características muito específicas, que são relacionadas com a cultura do próprio país e com o arcabouço normativo desse país. Há urnas eletrônicas, por exemplo, que leem cédulas de papel e apuram o resultado. Há urnas eletrônicas nas quais o eleitor seleciona o seu candidato a partir de uma lista e com isso ela gera o resultado. Tudo vai depender da cultura de cada país. De forma que é muito difícil que nós tenhamos países diferentes com exatamente o mesmo processo eleitoral.
MADU: O que mudou das primeiras urnas usadas na década de 1990 para as que serão usadas agora em outubro?
JULIO: As urnas de hoje elas são muito mais robustas, elas são urnas que tem todo um processo de fabricação pensado já num descarte ambiental, ecológico, isso é muito importante. São urnas muito mais rápidas e com mecanismos de segurança muito mais robustos também. Então, ainda que o aspecto externo das urnas eletrônicas brasileiras tenha variado pouco, internamente elas mudaram muito e evoluíram muito. Hoje nós temos tecnologias efetivamente de ponta de linha nas urnas brasileiras que garantem uma segurança ímpar no processo, né? Então temos módulo de segurança embarcado, temos a criptografia do teclado, temos todo um processo que nos assegura que as urnas brasileiras, elas são seguras e além disso que elas não poluem o ambiente, porque quando a urna deixa de ser utilizada, ela é descartada por procedimentos ecologicamente sustentáveis. Isso também é importante para nós.
HELENA: Em quantas eleições cada urna pode ser usada?
JULIO: Não existe um número limite de eleições em que uma urna pode ser usada. Mas, assim, habitualmente, a gente utiliza uma urna por até seis eleições consecutivas. Mas esse número flutua. A gente, em algumas circunstâncias, utiliza as urnas por um pouco menos ou por um pouco mais. Tudo vai depender da estabilidade do equipamento. Como a urna eletrônica é, em síntese, um computador, a gente acompanha a obsolescência desse equipamento, as taxas de falhas. E é natural que um equipamento, conforme ele vai ficando mais velho, ele aumente as suas taxas de falhas. O que a gente faz é acompanhar isso muito de perto e garantir que uma urna eletrônica ainda esteja plenamente utilizável e segura no dia da eleição.
EFEITO SONORO EXPLICAÇÃO
CAETANO: Obsolescência é a perda de utilidade de um equipamento porque surgiram novidades melhores, mais eficientes ou modernas. É muito comum em todos os tipos de equipamentos eletrônicos, que começam a travar, ficam mais lentos ou param de funcionar de vez.
MADU: O que acontece com as urnas que ficam velhas?
JULIO: Isso é uma coisa importante, nós fazemos no Tribunal Superior Eleitoral um leilão, em que várias empresas se apresentam com o interesse de comprar as urnas eletrônicas que não são mais utilizáveis e reciclar os materiais que estão nelas, plásticos, metais, componentes eletrônicos, para que esses materiais sejam recolocados no mercado e elas possam ganhar com essa venda Isso é um processo de sucesso, porque a gente não vê urnas eletrônicas velhas em lixões ou em depósitos ou em aterros sanitários pelo país. Porque é feito todo um processo de descarte ecológico e sustentável e aqui vem um detalhe importante. No leilão, as empresas precisam garantir que pelo menos 95% de todos os componentes da urna eletrônica, do plástico, dos cabos, dos metais, dos dispositivos eletrônicos, 95% precisa ir para reciclagem. No último descarte, nós conseguimos uma taxa de 98% de reciclagem.
HELENA: A urna eletrônica economiza papel também, né? Já que não precisa mais das cédulas de papel.
JULIO: Essa pergunta, ela precisa ser vista sob duas óticas. Primeiro, de fato, a gente economiza bastante papel, quando a gente não usa as cédulas de papel. Antes tudo isso precisava ser extraído da natureza, porque cada eleitor recebia pelo menos duas cédulas de papel. Então, se a gente considera só o papel das cédulas que deixaram de ser fabricadas desde o início do projeto, a gente chega aí numa ordem de mais de 13 mil toneladas de papel que foram economizados. Por outro lado, houve um gasto com a fabricação das urnas, né, um gasto ambiental, porque essas urnas, elas consomem plástico, consomem dispositivos eletrônicos, o próprio processo fabril consome água também. Mas esse gasto, ele é compensado por um processo de descarte ecológico.
MADU: Nossa, muita coisa hoje, hein?
HELENA: Vamos relembrar por que as urnas eletrônicas são seguras?
EFEITO SONORO TIC TAC
CAETANO: A segurança contra fraudes nas eleições do Brasil é garantida por um monte de procedimentos, como a criptografia das informações que os eleitores digitam na hora do voto e também porque as urnas funcionam sem nenhuma conexão, tipo internet e bluetooth.
AKEMI: Olha que essas crianças estão sabidas demais! Nem precisam de mais mim pra apresentar esse podcast!
SOBE SOM
CRÉDITOS
MARUSIA: Quero agradecer a Akemi por me chamar para participar do podcast e a cada um de vocês que fizeram perguntas muito interessantes sobre as eleições no Brasil. Vocês foram crianças muito sabidas, viu?
AKEMI: Muito obrigada a você, Ana Marusia, por nos ajudar aqui no podcast, e também ao Julio Valente. E obrigada a todos os amiguinhos e amiguinhas que enviaram perguntas.
MADU: Vamos ficando por aqui. Este foi o último episódio do podcast Crianças Sabidas sobre as Eleições Gerais de 2026. Eu sou a Maria Eduarda Arcoverde, a perguntadeira. Tenho 11 anos.
CAETANO: Eu sou Caetano Farias, o explicador. Eu tenho 13 anos. Crianças Sabidas é uma produção original da Radioagência Nacional, um serviço público de mídia da Empresa Brasil de Comunicação.
HELENA: E eu sou Helena de Paula, a lembradeira. Eu tenho 7 anos.
AKEMI: A reportagem, roteiro, apresentação e montagem foram minhas, Akemi Nitahara.
A Beatriz Arcoverde faz a edição, a coordenação de processos, e a implementação web junto com Lincoln Araújo.
Caio Freire Cardoso Oliveira grava o título dos nossos episódios.
Gravação de Jaime Batista.
Interpretação em Libras da equipe de tradução da EBC.
Ricardo Vilas compôs a nossa música tema original. Também usamos composições de Newton Cardoso para o banco de trilhas de EBC.
MADU: Nós ficamos por aqui!
HELENA: Não se esqueça de seguir a gente nos tocadores de áudio!
TODOS: Tchau!































