VINHETA CRIANÇAS SABIDAS🎶
SUBVINHETA: Eleições Gerais 2026
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SUBSUBVINHETA: Episódio 2 – Presidente ou presidenta e governadores e governadoras
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EFEITO SONORO
MADU: Oi pessoal, voltamos com o segundo episódio do Crianças Sabidas sobre as Eleições Gerais de 2026. Eu sou a Maria Eduarda Arcoverde, a perguntadeira do podcast.
CAETANO: Eu sou Caetano Farias, o explicador. No primeiro episódio, a gente viu… quer dizer OUVIU sobre a diferença entre eleições gerais e eleições municipais.
MADU: Também aprendemos sobre as primeiras eleições que aconteceram no Brasil, sobre o direito ao voto e como faz pra criar um partido político. Se não ouviu ainda, volta aí no seu tocador pra conferir, está bem bacana.
CAETANO: Essas dúvidas foram enviadas por nossos amiguinhos e amiguinhas e respondidas pela Ana Marúsia Lima, do projeto Plenarinho, da Câmara dos Deputados.
AKEMI: Ei! E eu? Essas crianças estão ficando tão sabidas, que nem precisam mais de mim pra apresentar o podcast… Eu sou Akemi Nitahara, a jornalista aqui do Crianças Sabidas.
MADU: Ai, desculpa tia Akemi. É que a gente se empolgou… Hoje tem mais perguntas que o pessoal enviou pra Marúsia, né?
CAETANO: É que é muito legal ver outras crianças se interessando por esse assunto tão importante…
AKEMI: Tá bem… desenvolver a autonomia também ajuda muito as crianças ficarem cada vez mais sabidas. Voltando aqui… Hoje vamos falar do Poder Executivo.
CAETANO: São os governadores e governadoras que cuidam dos estados e do Distrito Federal. E o presidente ou presidenta que vamos escolher pra governar o Brasil todinho. Quer dizer, eu não posso votar ainda…
MADU: Mas a gente pode ajudar nossa família a escolher em quem votar, né? Tipo ver quem tem propostas boas pra nós, crianças e adolescentes. Quem tem as melhores ideias pras escolas e pros hospitais…
AKEMI: É isso aí! Todo mundo pode debater sobre as eleições. Afinal, isso afeta a vida de todo mundo, né?
CAETANO: Então vamos lá! Quem começa?
DIMITRI: Meu nome é Dimitri. Eu tenho 5 anos. Por que o Brasil tem presidente e não rei?
MADU: Que fofo, Dimitri! Muito interessante essa pergunta, hein? Nas histórias infantis é muito difícil ter um presidente, é sempre rei mesmo. Rainhas, príncipes, princesas… No Brasil não tem nada disso.
MARUSIA: Dimitri, o Brasil já teve rei e até imperador. Quando os portugueses chegaram aqui em 1500, foi assim. Nós éramos uma monarquia. Tinha uma família real e quando o rei morria ou saía, quem ocupava o trono era o seu herdeiro. Mas em 1889, o exército brasileiro mudou a forma de governar o país, trocando a monarquia para república. Na república, o presidente é escolhido pelos cidadãos por meio do voto. E em 1993, houve um plebiscito, ou seja, uma grande votação para que os cidadãos brasileiros dissessem se preferiam voltar para monarquia ou continuar como república. E a república venceu com mais de 86% dos votos.
MADU: Ufa! Ainda bem… já pensou só uma família governando o país? Sem as pessoas poderem trocar se o rei ou a rainha não for bom?
AKEMI: Mas ter rei ou rainha não significa que o país não é democrático, Madu. Tem muitos países que tem rei ainda, mas as pessoas votam para escolher os deputados. Daí os deputados escolhem quem vai ser o chefe de governo, que chama Primeiro Ministro ou Primeira Ministra. Esse sistema chama parlamentarismo, porque são os parlamentares que escolhem quem vai exercer o Poder Executivo. Por exemplo, a Inglaterra tem um rei e é parlamentarista, com um primeiro-ministro escolhido pelos parlamentares que foram eleitos pelo povo. Já na Alemanha, tem um presidente, que representa o Estado. Mas lá também tem o chanceler, que é o chefe ou chefa de governo escolhido pelos parlamentares.
CAETANO: Essa nem o explicador aqui iria saber. Mas vamos voltar pro Brasil e pras nossas eleições gerais.
DANTE: Oi, meu nome é Dante, eu tenho 8 anos e eu queria saber por que existe presidente, prefeito e outros.
MARUSIA: Quando as pessoas se reúnem em grupos, Dante, é importante saber quem é que vai tomar as decisões em nome de todos. É o líder. Então, por exemplo, numa cidade, essa pessoa é o prefeito. Ele vai cuidar das tarefas daquele local. Por exemplo, o asfalto das ruas, como que é coletado o lixo, os postos de saúde municipais, as creches, as escolas de ensino fundamental e o transporte coletivo dessa cidade. Porque a cidade são grupo de pessoas e o líder dessas pessoas na cidade é o prefeito.
CAETANO: Isso tem a ver com a organização do país nos níveis de governo, que são o municipal, o estadual e o federal.
MARÚSIA: Num estado, que aí já são grupos de cidades, essa pessoa que é o líder é o governador. E ele vai cuidar das tarefas que vão ter impacto em várias cidades. Então, por exemplo, ele vai cuidar das polícias, da construção das rodovias estaduais que vão ligar diferentes cidades, os hospitais de grande porte, que são os hospitais regionais, as escolas de ensino médio e a gestão da água e do saneamento do estado.
MADU: Com os prefeitos e governadores cuidando disso tudo, o que sobra pro presidente cuidar?
MARÚSIA: E no país, que são grupos de estados e mais o Distrito Federal, esse líder é o Presidente da República. Então, ele vai cuidar das tarefas que vão valer para todos os estados. Por exemplo, as Forças Armadas, o nosso dinheiro, que é o real, o contato e as nossas relações com os outros países, as estradas federais que vão ligar diversos estados, as universidades federais e os programas de distribuição de renda. Tudo isso é o presidente que toma conta.
CAETANO: É muito trabalho, o Brasil é um país enooooooorrrmeeeeee! O quinto maior do mundo.
MADU: É mesmo… são 27 estados, pra organizar tudo é muita coisa… O que mais nossos amiguinhos querem saber?
ARTUR: Meu nome é Arthur, eu tenho 8 anos, sou do Rio de Janeiro e eu quero saber quais são os motivos que as pessoas escolhem certos candidatos para votar nas eleições.
MARUSIA: São muitos motivos, Arthur. Se os candidatos já tiverem ocupado um cargo público antes, por exemplo, se eles foram prefeitos, senadores, os eleitores podem ter gostado do que eles fizeram e querer reeleger esses candidatos para o mesmo cargo. Ou então, eleger para um novo cargo. Por exemplo, uma candidata que foi uma prefeita, pode acontecer de em outra eleição ela se candidatar como governadora. E se as pessoas gostaram do trabalho dela como prefeita, podem imaginar que ela vai ser uma boa governadora e votar nela para ocupar esse novo cargo.
MADU: E se a pessoa nunca foi eleita pra nada antes? Como ela faz pra explicar o que ela quer fazer no cargo?
MARUSIA: Para aquelas pessoas que nunca se elegeram, é preciso fazer uma campanha eleitoral que mostre para os cidadãos as propostas. E de acordo com essas ideias apresentadas, os eleitores podem votar neles.
CAETANO: A minha mãe disse que precisamos de mais mulheres na política…
MADU: E em todos os espaços de poder!
MARUSIA: Existem outros motivos também pelos quais as pessoas escolhem seus candidatos. Por exemplo, eu sou mulher, posso vir a me identificar com a candidata mulher e achar que porque ela tem um uma vida que é parecida com a minha, ela enfrenta desafios parecidos, ela tem uma perspectiva semelhante à minha, eu posso imaginar que ela vai ser uma ótima representante e que ela vai me defender quando ela for eleita. E isso também pode acontecer, no caso de pessoas escolherem quem tem idades parecidas, por exemplo, um idoso votar em outra pessoa idosa, ou então de acordo com a cor da pele, um indígena votar em outro indígena, ou uma pessoa negra votar em outra pessoa negra.
AKEMI: Esse é um jeito de aumentar a representatividade do Brasil na política, pra que toda a nossa diversidade possa contribuir para as decisões do país. Por exemplo, na eleição de 2022 foram eleitas quatro mulheres indígenas e um homem indígena para a Câmara dos Deputados. Foi um recorde…
CAETANO: Caramba… só cinco, sendo que os indígenas já estavam aqui antes dos portugueses chegarem.
MADU: Mas então por que esses grupos, tipo mulheres, indígenas, negros e pessoas LGBTQIA+ continuam com tão poucos representantes, se tem tantas pessoas assim no país?
MARUSIA: Também pode ser que os candidatos podem parecer mais simpáticos, então eles têm uma boa oratória e eles conquistam o eleitor por conta dessas ideias que são apresentadas de uma forma bastante interessante. Ou então, porque tem a mesma profissão ou a mesma religião que os eleitores. E também a gente tem uma coisa chamada voto útil. As pesquisas eleitorais às vezes mostram um candidato que ele tem mais chance de ser eleito, ele tá em primeiro lugar nas pesquisas. Tem pessoas que vão querer votar nesse candidato, porque ele já tá ali em primeiro lugar. E tem outras pessoas que às vezes não gostam desse candidato e elas vão ver quem é que tá em segundo lugar, ou seja, quem é que tem chance de repente de vencer essa pessoa que tá em primeiro lugar, e aí elas votam no segundo lugar, o que a gente chama de voto útil.
CAETANO: Nossa, são muitos motivos mesmo… Fica difícil escolher um candidato ou candidata com tantas coisas para olhar.
AKEMI: Difícil mesmo… por isso que é tão importante todo mundo se envolver com as eleições e escolher bem seus candidatos. E todos os cargos são superimportantes. O presidente não governa o país sozinho, precisa de bons parlamentares para conseguir fazer um bom trabalho.
MADU: Outra coisa, se o estado tem três poderes, o executivo, o legislativo e o judiciário, por que que a gente só vota pra dois?
MARUSIA: No Brasil, nossa Constituição Federal, que é a nossa lei maior, não prevê eleições para o Poder Judiciário. Os nossos constituintes, que são as pessoas que escreveram a Constituição, fizeram isso para garantir a independência política dos juízes. A ideia é que os juízes possam decidir, julgar, com base na Constituição e nas leis, e não na vontade da maioria das pessoas, nem na proposta ideológica dos partidos políticos. Então, no cumprimento das leis, os juízes tomam decisões que, às vezes, podem não agradar os eleitores. E como os juízes não são eleitos, eles não precisam se preocupar em fazer campanha, nem em achar pessoas que financiem a sua propaganda eleitoral. Já pensou se num tribunal, um juiz tiver que julgar uma pessoa e foi essa pessoa que financiou a sua campanha? Sua decisão não seria muito imparcial, não é?
MADU: Imparcial? essa palavra é um pouco complicada…
EFEITO SONORO
CAETANO: Imparcial é o contrário de PARCIAL, que significa tomar parte, ter um lado. Ser imparcial quer dizer que a pessoa não vai defender sempre um lado ou um grupo no julgamento. Tem que julgar de acordo com o que está nas leis, não de acordo com quem o juiz gosta mais.
MARÚSIA: Também pode acontecer de um juiz, por conta de uma lei, e essa lei protege um grupo pequeno, tomar uma decisão. E como que ele ficaria se ele tivesse que seguir a opinião dos grupos que são maioria? Para tomar as melhores decisões, é preciso que os juízes façam concurso público, que é muito difícil e concorrido. Eles precisam comprovar que têm amplo conhecimento das leis no Brasil. Precisam ser muito técnicos, mas não precisam ser simpáticos para agradar os eleitores. Ah, e outra coisa importante. Nós votamos para os nossos representantes no Poder Executivo e no Legislativo. E para o caso dos ministros dos tribunais superiores do Judiciário, por exemplo, os ministros do Supremo Tribunal Federal, são escolhidos pelo presidente da República, e o presidente é eleito pelo povo para ocupar o Executivo. Esses ministros também precisam ser confirmados por meio de uma votação pelos senadores, que são do Poder Legislativo. E os senadores também são eleitos pelo povo.
MADU: Ufa, muita informação…
AKEMI: Vamos encerrando por hoje.
MADU: Espera um pouquinho! Será que nossos amiguinhos e amiguinhas lembram como faz pra escolher um candidato ou candidata?
EFEITO SONORO
CAETANO: São vários motivos pra escolher em quem votar. O mais importante é ver se o candidato ou candidata já faz coisas boas, se ela estiver concorrendo para ser reeleita ou para um cargo diferente. E também quais são as propostas para os temas que mais te interessam. No nosso caso, o que pretende fazer para melhorar a vida das crianças e adolescentes.
AKEMI: No próximo episódio, a gente vai falar sobre o poder legislativo, que são os deputados e deputadas e os senadores e senadoras.
SOBE SOM
CRÉDITOS
MADU: Você ouviu o segundo episódio do podcast Crianças Sabidas sobre as Eleições Gerais de 2026. Eu sou a Maria Eduarda Arcoverde, a perguntadeira.
CAETANO: E eu sou Caetano Farias, o explicador. Crianças Sabidas é uma produção original da Radioagência Nacional, um serviço público de mídia da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.
AKEMI: A reportagem, roteiro, apresentação e montagem foram minhas, Akemi Nitahara.
Edição e coordenação de processos de Beatriz Arcoverde, que também fez a implementação web junto com Lincoln Araújo.
Caio Freire Cardoso Oliveira grava o título dos nossos episódios.
Gravação de Jaime Batista e Thiago Coelho.
Interpretação em Libras da equipe de tradução da EBC.
A música tema original foi composta por Ricardo Vilas e também usamos composições de Newton Cardoso para o banco de trilhas de EBC.
MADU: Voltamos na próxima semana!
CAETANO: Até lá!!





























