A mídia estatal do Irã informou hoje que o país entregou aos negociadores do Paquistão uma nova proposta para encerrar a guerra com os Estados Unidos, mas não deu detalhes sobre o conteúdo do documento.
Ao longo do dia, o presidente norte-americano Donald Trump declarou que não está satisfeito com a proposta do Irã e que as negociações estão sendo feitas por telefone.
Os impasses para um acordo giram em torno de dois pontos principais: a abertura e o controle do Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano. Os Estados Unidos acusam o Irã de buscar a produção de armas nucleares. Já o país persa alega que enriquece urânio com fins pacíficos e objetivos energéticos.
Nesta quinta-feira, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o programa nuclear e os mísseis do país são um “patrimônio nacional” e que serão defendidos a qualquer custo.
Enquanto as negociações não avançam, o Irã vem aumentando a tensão fora do campo de batalha. Ontem, Khamenei afirmou que o Golfo Pérsico deve ter um futuro sem a presença norte-americana. Hoje, o ministro de Relações Exteriores do país, Seyed Aragchi, disse que os Estados Unidos mentem sobre o custo da guerra. Aragchi afirmou que o conflito já custou U$ 100 bilhões até agora e que os custos indiretos para os contribuintes norte-americanos são de U$ 500 por mês e seguem crescendo.
O cenário ocorre em meio à queda de popularidade de Trump internamente e à proximidade das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que podem impactar o controle do Congresso pelo Partido Republicano.
O fechamento do Estreito de Ormuz aumentou os preços globais dos combustíveis e tem gerado inflação mundial. No estado da Califórnia, nos Estados Unidos, o preço do galão nesta semana chegou a U$ 6, o maior valor em dois anos.
*Com informações da Agência Reuters
































