A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) está encaminhando ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) os registros de GPS dos ônibus que circularam em Salvador durante o segundo turno das eleições, no domingo (25). A informação foi divulgada pelo secretário Pablo Souza, em entrevista ao programa Bahia no Ar.
Segundo o secretário, toda a frota municipal é monitorada 24 horas por GPS. Os dados devem ajudar a esclarecer denúncias de redução na circulação de coletivos durante a votação. O Procon-BA contabilizou 944 ônibus parados em quatro garagens, enquanto o Ministério Público Eleitoral também identificou veículos fora de operação.
Justiça investiga operação dos ônibus
O TRE-BA determinou o restabelecimento integral do serviço e fixou multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento para a Prefeitura e cada empresa responsável. A Polícia Federal e a Procuradoria Regional Eleitoral também devem apurar se houve redução superior a 50% da frota. A Prefeitura, a Semob e as concessionárias tiveram 48 horas para preservar e entregar documentos sobre a operação.
A ordem de prisão em flagrante contra Pablo Souza foi anulada na segunda-feira (26), mas a investigação continua. Na entrevista, o secretário afirmou que a Prefeitura utilizou a mesma frota do primeiro turno e defendeu que a oferta de ônibus deve ser compatível com a demanda, sem exigir necessariamente a circulação de 100% dos veículos.
Souza também atribuiu parte dos atrasos à adesivação eleitoral feita por apoiadores de um candidato à Presidência. Segundo ele, a retirada dos adesivos pelas concessionárias atrasou a saída dos coletivos das garagens, e a Semob trabalhou para normalizar o serviço até as 10h. Os registros de GPS poderão ajudar a esclarecer como os ônibus circularam durante o período investigado.






























