Pesquisa revela que SP tem a maior população de rua do Brasil

A população de rua da cidade de São Paulo está se aproximando de 100 mil pessoas, e com esse número, a capital paulista registra três em cada dez pessoas em situação de rua do país.

É o que aponta um informe técnico do OBpopRua, Observatório da População em Situação de Rua, ligado aos Polos de Cidadania da Universidade Federal de Minas Gerais, e baseados em dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Em números absolutos, São Paulo tinha em maio deste ano 98.639 pessoas vivendo sem um teto. Essa quantidade representa 30% do total de pessoas em situação de rua do país, número bem superior, na comparação com outras metrópoles, como Rio de Janeiro, que tem 22 mil pessoas nessa situação, e Belo Horizonte, com quase 15 mil sem teto vivendo nas ruas.  

O relatório aponta três possíveis fatores que podem ter contribuído para o aumento: a maior vulnerabilidade após a pandemia de covid-19, o fortalecimento do CadÚnico como registro dessa população e a insuficiência de políticas de moradia, trabalho e educação, principalmente para a população negra do país, que representa 70% desse total de sem-teto. 

A prefeitura paulistana questiona esses números apresentados pelo estudo. Em nota, a gestão municipal informa que o Censo da População em Situação de Rua feito pelos agentes municipais em 2021, registrou 32 mil pessoas nessa condição na capital paulista. E aponta que o levantamento do Observatório utiliza dados do CadÚnico, que são cumulativos e autodeclaratórios. E, portanto, podem gerar distorções e não demonstrar um cenário real da cidade de São Paulo.

A prefeitura acrescenta que a cidade tem a maior rede socioassistencial da América Latina com mais de 26 mil vagas, distribuídas em quase 400 serviços de acolhimento. 


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