A Polícia Federal concluiu que o Banco de Brasília (BRB) participou ativamente das fraudes relacionadas ao Banco Master, descartando a tese de que a instituição estatal teria atuado como vítima no caso. De acordo com as investigações, gestores do BRB autorizaram a compra de carteiras consideradas falsas, envolvendo um aporte de R$ 12 bilhões, mesmo cientes dos indícios de irregularidades.
A apuração da PF tem como base uma série de anotações, mensagens, relatórios e depoimentos. Os documentos indicam que o banco deu prosseguimento às operações suspeitas desde o início das transações, no segundo semestre de 2024, ignorando alertas emitidos por órgãos internos de controle. A Polícia Federal também localizou evidências de que houve pressão para que os contratos fossem aprovados rapidamente, sem a análise técnica adequada.
O relatório da investigação corre sob sigilo e foi apresentado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. O documento serviu como base jurídica para justificar a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
Ele é acusado de receber R$ 146 milhões em propina operada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, o pagamento da vantagem indevida ao ex-gestor foi realizado por meio de imóveis.
Até o momento, o Banco de Brasília não se manifestou publicamente sobre o resultado das investigações da Polícia Federal.
































