A Polícia Federal prendeu, na última sexta-feira (15), um cidadão chileno acusado de injúria racial e homofobia praticadas contra um comissário de bordo em um voo internacional entre Guarulhos e Frankfurt, na Alemanha. A PF informou que o passageiro tentou abrir a porta do avião durante o voo e, após ser contido, proferiu ofensas de cunho racial e homofóbico contra a tripulação. O voo ocorreu no último dia 10 de maio.
Ofensas
Em vídeo que circula na internet, o chileno aparece ofendendo um funcionário da Latam, enquanto outros comissários pedem para que ele se sente. O passageiro afirma ter problemas com pessoas homossexuais e negras, reclama do “cheiro” de negros e de brasileiros, chama um dos funcionários de macaco e passa a imitar o animal.
Após o ocorrido, as vítimas denunciaram o passageiro à Polícia Federal. O homem foi preso preventivamente e é alvo de investigação.
Em nota, a Latam informou que colabora com a investigação e repudia qualquer prática discriminatória e violenta, incluindo crimes de racismo, xenofobia e homofobia. A companhia afirmou ainda que presta acolhimento psicológico e suporte jurídico ao funcionário que foi vítima dessa violência.
Regras mais duras
A Anac, Agência Nacional de Aviação Civil, considerou inadmissíveis as atitudes discriminatórias e agressivas dirigidas à tripulação, especialmente em ambiente operacional, onde a segurança, o respeito mútuo e a integridade física e emocional de passageiros e profissionais devem ser preservados. A agência comunicou que, a partir de 14 de setembro, as regras envolvendo passageiros indisciplinados no Brasil serão mais duras, e casos como o do chileno poderão ser enquadrados na categoria gravíssima, com aplicação de multa de R$ 17,5 mil e inclusão do passageiro na lista de impedimento de embarque.
*Com informações da Agência Brasil


































