A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a fabricação da vacina contra a chikungunya pelo Instituto Butantan nesta segunda-feira (4). O imunizante, que será desenvolvido em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva, é indicado para a prevenção da doença em pessoas de 18 a 59 anos que estejam em maior risco de exposição ao vírus.
Aprovada em abril de 2025, a vacina Butantan-chik passará a ser produzida primordialmente no Brasil, com possibilidade de ser incorporada ao SUS (Sistema Único de Saúde). De acordo com testes anteriores, realizados nos Estados Unidos, 98,9% dos voluntários produziram anticorpos neutralizantes para o novo imunizante. A estatística, datada de 2023, foi publicada pelo periódico científico The Lancet.
Segundo o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, a fabricação em território nacional poderá resultar em um preço mais acessível para a população. “Mais um marco importante para o Instituto Butantan e para a saúde da população. Ao executar a maior parte do processo de fabricação, o Instituto Butantan, por ser uma instituição pública, poderá entregar a vacina com um preço menor e mais acessível, com a mesma qualidade e segurança”, afirmou.
O Brasil registrou mais de 127 mil casos de chikungunya em 2025, com 125 óbitos, segundo o Ministério da Saúde.


































