Com novas tarifas dos EUA, exportações do Brasil miram União Europeia

A União Europeia é uma das prioridades na diversificação de mercados para as empresas brasileiras. Um plano de R$ 130 milhões, feito em conjunto entidades de 57 setores, para aumentar os destinos das exportações do Brasil vai ser apresentado no início de agosto pela Apex Brasil para lidar com o impacto da tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos.

O presidente da APEX, Laudemir Müller, apontou o acordo entre os europeus e o Mercosul.

“Europa é a nossa prioridade, por conta do acordo, por conta das oportunidades que ela cria, porque é um mercado que o Brasil, embora seja um parceiro comercial, mas o Brasil tá fora. Eh, eu já algumas vezes eu dou o exemplo da Alemanha. Alemanha importa 1,4 trilhão de dólares. 70% disso vem de algum país com o qual ela tem preferência comercial, e o Brasil não tinha, e agora a gente passa a ter”.

Além do mercado europeu, a Apex mira a Associação de Nações do Sudeste Asiático, que tem países como Vietnã e Camboja; e países do sudeste asiático, Uzbequistão e Cazaquistão, disse o presidente. De acordo com a Apex, desde junho de 2025, das 2.400 empresas que exportam para os Estados Unidos, 72% já conseguiram entrar em outros países. 

O presidente da Apex explicou que dos 38 bilhões de dólares de exportação do Brasil para lá, 7,2 bilhões vão ser impactados pela política tarifária. São Paulo e Santa Catarina representam a metade disso. Para Laudemir Müller, a decisão desagradou a todos e vai gerar inflação nos Estados Unidos.

“Não há uma entidade ou uma empresa americana que esteve junto conosco, que defenda a tarifa, do contrário, eh, todo mundo trabalhou para a isenção. O setor de rochas americano não tá satisfeito com o tarifaço. O setor de mel americano ficou feliz com a isenção. Então, isso mostra que não guarda nenhuma, nenhuma relação lógica comercial, e é um absurdo do ponto de vista comercial”.

Outro objetivo é aumentar o número de empresas brasileiras na lista de isenções da tarifa adicional. Laudemir destacou que as negociações realizadas antes do anúncio das tarifas, conseguiram fazer com que as isenções subissem de 615 produtos, cerca de 20 bilhões de dólares, na primeira sinalização, em junho; para 699 produtos, ou 23 bilhões de dólares.


Artigo anteriorCongresso de futebol nos Estados Unidos debate Copa Feminina de 2027