Viva Maria se une ao luto e às homenagens à Elza Berquó

Olá, gente amiga deste nosso programa que hoje se despede de uma Maria que, graças ao seu pioneirismo, nos ajudou a conhecer melhor quem somos!

Falo da centenária Elza Berquó, uma acadêmica incomum que pautou sua vida pelo rigor matemático, pelo apreço às estatísticas e, particularmente, pela bioestatística, já que se dedicou com disposição inarredável à análise da fecundidade e dos comportamentos reprodutivos das mulheres do Brasil.

Não por acaso, ainda nos anos 1960, percebeu a queda da fecundidade nas grandes cidades — muito antes de o Estado brasileiro se dar conta. E foi além: traduziu esse fenômeno em incidência política, em alertas, em dados, em perguntas que obrigavam o país a se olhar com menos ideias preconcebidas e mais realismo.

Mas isso não é tudo: o legado de Elza transcende até mesmo a grandeza dos seus bem-vividos 100 anos, conquistados com hábitos inusitados como, por exemplo, preferir tomar um bom café da manhã, comer um sanduíche e, depois, uma vez em casa no fim da tarde, almoçar! Tudo isso sem jamais deixar de fazer musculação e hidroginástica duas vezes por semana!

Mas, para muito além disso, Elza Berquó fez da defesa dos direitos humanos sua bandeira de luta, ao lado de tantas outras feministas que ajudaram a escrever o nosso futuro, como a nossa querida socióloga Jacqueline Pitanguy, fundadora e coordenadora executiva da ONG Cepia Cidadania, que hoje se une ao luto e às homenagens a Elza Berquó! Meus sentimentos e meu abraço, Jacqueline!


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