Salvador contabiliza 1.325 terreiros cadastrados e 10.387 atendimentos à população quilombola, segundo dados da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), atualizados até agosto de 2026. A capital baiana também tem 205 empresas e instituições certificadas pelo Selo da Diversidade Étnico-Racial.
Os números integram o Planejamento Estratégico 2025–2028. No combate ao racismo institucional, 10.202 servidores municipais foram capacitados, enquanto cerca de 10,5 mil colaboradores participaram de ações de sensibilização sobre diversidade e inclusão.
O Selo da Diversidade reconhece organizações comprometidas com a igualdade racial no ambiente de trabalho. Entre as certificadas está o Shopping Center Lapa, que chegou à 18ª certificação consecutiva.
O cadastramento dos terreiros é feito pelo Programa Baobá, que facilita o acesso a políticas públicas, como isenção tributária, regularização fundiária e melhorias nos espaços religiosos. O registro pode ser iniciado em terreiro.salvador.ba.gov.br/cadastro, mas precisa ser concluído presencialmente na sede da Semur, no Centro.
Outras iniciativas incluem o Viver Salvador Terreiros, que leva serviços públicos às comunidades religiosas, e o Morar Melhor Entidades, voltado à recuperação de espaços comunitários. Já a Casa do Estudante Quilombola, no Canela, tem capacidade para acolher até 40 estudantes da Ilha de Maré matriculados em instituições de ensino superior de Salvador.






























