Casos de SRAG apresentam tendência de queda e quase todo o Brasil

O novo Boletim InfoGripe, divulgado nessa quarta-feira (15), aponta tendência de queda nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em quase todo o Brasil. A redução se deve, principalmente, à diminuição das internações pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta principalmente crianças de até dois anos.

Apesar da melhora, o número de casos graves por esse vírus ainda é alto, e alguns estados continuam registrando aumento, como detalha a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella:

“Os únicos estados em que a gente ainda observa um crescimento dos casos graves são os estados da região Sul, além de Minas Gerais e Maranhão.”

Por outro lado, no restante do país, os dados já mostram sinais de interrupção do crescimento e queda dos casos graves causados pelo VSR. Ainda assim, o vírus responde por 57% dos diagnósticos de infecções respiratórias graves nas últimas quatro semanas.

Influenzas A e B

Para os idosos, a principal causa de óbitos continua sendo a influenza A. Mesmo com sinais de queda, os casos graves ainda permanecem elevados em Minas, no Paraná e em Roraima. Já a influenza B apresenta aumento em algumas unidades da federação, como explica a pesquisadora Tatiana Portella:

“Os casos graves por influenza B continuam aumentando em alguns estados da região Centro-Sul, como Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mas já mostram sinal de interrupção do crescimento e queda no Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.”

Covid-19

Sobre a covid-19, o estudo notou um leve aumento de casos no Amazonas, mas os índices de incidência ainda são considerados baixos.

Em 2026, já foram notificados mais de 60 mil casos de síndrome respiratória aguda grave com diagnóstico positivo para algum vírus respiratório. Entre eles, cerca de 40% são de vírus sincicial respiratório; 30%, de rinovírus; 20%, de influenza A; 4,5%, de influenza B; e 4,5%, de covid-19.

Os pesquisadores da Fiocruz reforçam que, mesmo com a queda nacional dos casos de infecções respiratórias graves, é fundamental manter a vacinação em dia. Além disso, recomendam manter medidas de higiene, como lavar as mãos e cobrir o nariz e a boca ao tossir. Se houver sintomas gripais, a orientação é fazer isolamento ou usar máscara ao sair de casa.


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